A Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) confirmou a realização, em 24 de outubro de 2026, de uma conferência com o psiquiatra e psicanalista Bernard Penot intitulada "A ideia de subjetivação e suas raízes freudianas". O encontro ocorrerá das 11h às 12h30 em formato híbrido, com público presencial na sede da SBPSP — Av. Dr. Cardoso de Melo, 1450, 9º andar, Sala D, Vila Olímpia, São Paulo — e transmissão online.

Bernard Penot é identificado pela SBPSP como psiquiatra e psicanalista, membro titular da Société Psychanalytique de Paris (SPP); sua participação será feita de forma online. A organização estrutura o evento como uma conferência curta mas voltada a profissionais e estudantes interessados em teoria e clínica psicanalítica.

A pauta anunciada — "subjetivação" e suas raízes freudianas — remete a um núcleo clássico da teoria psicanalítica: como se forma a experiência do sujeito a partir de processos inconscientes, linguagem, relações objetais e simbolização. Em termos práticos, a conferência se coloca como um momento para revisitar conceitos fundamentais à escuta clínica, sem, no entanto, propor intervenções ou recomendações terapêuticas específicas.

Do ponto de vista da organização, a SBPSP divulgou valores diferenciados: entrada para o público externo (R$ 80,00), desconto para estudantes e profissionais da rede pública (R$ 40,00) e isenção para membros da SBPSP, FEBRAPSI, FEPAL e IPA — estas modalidades e critérios constam na página do evento. A instituição esclarece também que 10% das vagas serão reservadas a profissionais negros, indígenas e refugiados, uma medida de acesso proposta para ampliar diversidade no público formativo.

O formato híbrido e a curta duração (uma hora e meia) colocam o encontro no campo das conferências-concisas: episódios pensados para oferecer síntese teórica e provocar debate, em contraste com cursos extensos ou jornadas. Para interessados, a SBPSP disponibiliza um contato (fabiana@sbpsp.org.br) e mecanismos de inscrição via seu sistema de eventos.

A escolha do tema — subjetivação — situa o evento num diálogo entre tradição freudiana e questões contemporâneas da clínica: como são pensadas mudanças na formação do sujeito diante de transformações sociais, tecnológicas e culturais; até que ponto conceitos clássicos permanecem úteis para compreender sintomas, laços e modos de representação. A conferência segue a tradição da SBPSP de articular teoria e formação contínua.

Para a comunidade psicanalítica e para estudantes, encontros como este funcionam como nodos de atualização conceitual. Mesmo eventos de curta duração costumam privilegiar textos de referência, pontos de leitura e sugestões de reflexão clínica que podem ser retomadas em grupos de estudo e supervisão. A SBPSP organiza regularmente cursos e encontros no mesmo formato, integrando eventos nacionais e internacionais.

Ao deslocar o debate para um auditor híbrido em São Paulo, a conferência também reflete a estratégia de instituições científicas e profissionais de combinar presença e alcance virtual: maior participação possível sem abrir mão do encontro presencial, que mantém dimensões de networking e trocas clínicas que o formato digital só parcialmente restitui. A iniciativa está programada para 24/10/2026, com inscrições abertas segundo a disponibilidade de vagas anunciada pela SBPSP.

Do ponto de vista institucional, a realização reforça a presença da SBPSP na agenda pública da psicanálise no Brasil em 2026: a entidade tem mantido calendário de cursos, conferências e eventos que dialogam com temas como simbolização, psicossomática, clínica contemporânea e formação. A conferência com Bernard Penot integra esse conjunto e aponta para continuidade das trocas transnacionais entre sociedades psicanalíticas.

Leitores interessados em participar devem observar as datas e condições de inscrição, bem como o caráter didático do encontro: trata‑se de uma atividade voltada à discussão teórica e à reflexão clínica, não a um dispositivo de diagnóstico ou tratamento individual, e terá recursos de acesso diferenciados conforme a natureza de público indicada pela SBPSP.

O que essa notícia ajuda a compreender

A conferência anunciada pela SBPSP — breve, temática e híbrida — é representativa de um movimento institucional contemporâneo: retomar núcleos conceituais clássicos, como a subjetivação freudiana, em formatos que permitam difusão ampla sem perder foco clínico. Esses eventos têm dupla função: reciclar conhecimento para a prática profissional e oferecer pontos de referência conceitual para pesquisadores e estudantes. A presença de um membro da SPP reforça também o caráter transnacional do debate psicanalítico.

A reserva de vagas para profissionais negros, indígenas e refugiados registrável na página do evento aponta para uma preocupação de acesso que vem se tornando mais presente em espaços de formação. Embora proporcionalmente limitada a 10% das vagas, a medida sinaliza uma tentativa institucional de abrir frentes de participação que historicamente foram excludentes na formação psicanalítica tradicional. Esse tipo de política de inscrição pode influenciar a composição de público e as perspectivas em debate, sem alterar as bases teóricas centrais do encontro.

Do ponto de vista clínico, repensar a ideia de subjetivação pode ajudar a revisar práticas de escuta: aproximar teoria e clínica significa oferecer aos profissionais instrumentos conceituais para lidar com formas contemporâneas de sofrimento psíquico — desde dificuldades de simbolização até novas modalidades de narração e vínculo. Conferências curtas, ao priorizar síntese e problematização, tendem a guiar leituras e a estimular grupos de estudo posteriores.

Culturalmente, a manutenção de um calendário regular de conferências e cursos pela SBPSP indica que a psicanálise segue ocupando espaço público no Brasil como campo de formação e debate. A articulação com sociedades estrangeiras e com correntes diversas da prática clínica mantém o campo em diálogo internacional e permite que temas centrais — como o da subjetivação — circulem entre repertórios teóricos distintos. Para leitores e profissionais, a conferência funciona como um ponto de contato entre tradição e atualidade sem pretensões terapêuticas diretas.

Fonte consultadaSBPSP — Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

A fonte orienta a apuração; o texto é original do CNBRASIL.

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