A Organização Mundial da Saúde e a Fundação Lions Clubs International firmaram uma parceria de três anos para ampliar o acesso a serviços destinados a pessoas com condições mentais, neurológicas e relacionadas ao uso de substâncias na Jordânia e no Nepal.

O acordo integra a Iniciativa Especial da OMS para a Saúde Mental e seguirá até o fim de 2028. Além de ampliar serviços, a parceria pretende aumentar a conscientização, reduzir o estigma e estimular a procura por ajuda em comunidades onde o acesso ao cuidado ainda é limitado.

Na região de East Amman, na Jordânia, estão previstos serviços de aconselhamento em colaboração com uma associação de apoio a pacientes com câncer. O projeto também deverá oferecer cuidado secundário para crianças e adultos em pelo menos um hospital público.

No Nepal, serão instalados espaços de apoio psicossocial e saúde mental em dez hospitais distritais. A iniciativa também prevê ações voltadas aos jovens por meio de uma estrutura nacional de saúde mental nas escolas, já endossada pelo governo nepalês.

A OMS afirma que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com alguma condição de saúde mental. Em determinados países, a distância entre quem precisa de atendimento e quem efetivamente o recebe pode ultrapassar 95%.

Desde 2019, a Iniciativa Especial da OMS ampliou o acesso comunitário à saúde mental em dez países. Segundo a organização, mais de 90 milhões de pessoas passaram a ter serviços disponíveis, e pelo menos 2 milhões de crianças e adultos receberam atendimento pela primeira vez.

Os números apresentados são institucionais e descrevem o alcance dos programas, não resultados clínicos individuais. A expansão deverá ser acompanhada até 2028, incluindo o registro das experiências das pessoas atendidas.

O que essa notícia ajuda a compreender

Levar o cuidado para hospitais locais, escolas e espaços comunitários reduz a dependência de grandes centros especializados. Essa aproximação pode facilitar o primeiro pedido de ajuda e permitir que o acompanhamento aconteça próximo à vida cotidiana.

A participação comunitária também pode enfrentar o estigma, mas precisa respeitar privacidade, autonomia e diferenças culturais. Tornar um serviço disponível não garante, por si só, que as pessoas se sintam seguras para utilizá-lo.

Para a psicanálise, a notícia reforça que sofrimento psíquico não pode ser separado dos vínculos e das condições sociais. Ao mesmo tempo, a escuta singular continua essencial: programas amplos precisam acolher histórias diferentes sem transformar diagnósticos em identidades fixas.

Fonte consultadaOrganização Mundial da Saúde

A fonte orienta a apuração; o texto é original do CNBRASIL.

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