A Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) realizará, em 14 de novembro de 2026, o encontro "O Novo Bebê da Psicanálise: do ventre materno ao encontro com o mundo", com transmissão on-line via Zoom, apresentação e coordenação por membros da SBPSP e conferências dos convidados internacionais Bernard Golse e Sylvain Missonnier.

O evento foi anunciado pela SBPSP como parte da programação de cursos e eventos voltados a profissionais da saúde, educação e estudantes; a abertura ficará a cargo de Silvia Maia Bracco, diretora de Atendimento à Comunidade da entidade, e a apresentação será feita por Denise de Sousa Feliciano, coordenadora do curso Pediatria & Psicanálise. A coordenação científica das conferências tem nomes da própria SBPSP.

A programação prevê abertura às 14h (horário de Brasília), duas horas de conferências com os palestrantes convidados, seguida de discussão e encerramento às 17h30; para o público europeu as sessões ocorrerão em horário correspondente à noite em Paris, com tradução simultânea. A SBPSP informou também que o encontro será online, com tradução simultânea e possibilidade de inscrição de participantes de outros países por e‑mail.

Os nomes anunciados reforçam o teor clínico e teórico do encontro: Bernard Golse é apresentado pela SBPSP como psiquiatra infantil, psicanalista e professor emérito de Psiquiatria da Criança e do Adolescente da Universidade René Descartes (Paris 5), fundador do Institut Contemporain de l'Enfance; Sylvain Missonnier é registrado como psicólogo, filósofo e psicanalista, especialista em psicologia clínica da parentalidade na Universidade de Paris. A presença desses autores indica foco na primeira infância, na parentalidade e nas interfaces entre clínica, desenvolvimento e cultura.

A iniciativa é dirigida a profissionais de saúde e educação e a estudantes; a SBPSP detalhou valores de inscrição com faixas para profissionais, membros de sociedades afins e estudantes, e reservou 10% das vagas gratuitas para estudantes e profissionais negros, indígenas e refugiados. A oferta de vagas gratuitas e de desconto para filiações institucionais foi destacada pela organização como parte da acessibilidade do curso.

O tema central — o recém‑nascido e sua relação com a mãe, a família e o ambiente social — recoloca no campo da psicanálise questões que hoje atravessam práticas clínicas, pediatria e políticas públicas de atenção à infância: como pensar a formação do vínculo, a simbolização precoce e a escuta clínica quando o sujeito ainda está em processo de constituição. Em linguagem acessível, trata‑se de pensar como o bebê emerge de um ambiente corporal e relacional e inicia a travessia para o mundo simbólico, com implicações para intervenções precoces e para a formação de profissionais que atuam com crianças e famílias.

A programação bilíngue com tradução simultânea e a presença de instituições francesas parceiras (Associação Psicanalítica Francesa, Société Psychanalytique de Paris, entre outras mencionadas pela SBPSP) reforçam o caráter internacional do encontro e a circulação de saberes entre tradição psicanalítica europeia e formação clínica brasileira. A SBPSP disponibilizou contatos para inscrições e informações práticas, incluindo e‑mail de contato e link de inscrição na própria plataforma da entidade.

O anúncio público do evento pela SBPSP aparece na agenda oficial de cursos e eventos da entidade e integra a programação anual de formação, com transmissão on‑line e tradução que ampliam o alcance para profissionais fora de São Paulo e do Brasil. Para participar ou obter informações adicionais, a SBPSP orienta que interessados consultem a página do curso ou entrem em contato pelo e‑mail indicado na divulgação.

O que essa notícia ajuda a compreender

A realização de um encontro especializado sobre a primeira infância pela SBPSP evidencia a persistente centralidade da infância na formação psicanalítica e na clínica contemporânea. Ao trazer figuras como Bernard Golse e Sylvain Missonnier, a programação procura articular observação clínica, reflexão teórica e práticas de parentalidade, um conjunto que toca não apenas o consultório, mas também processos de cuidado em saúde e educação.

A escuta do bebê — tema subjacente ao título do encontro — remete a noções fundamentais da psicanálise sobre a constituição do sujeito: a passagem do corpo para o símbolo, a mediação pulsional pela relação com cuidadores e a emergência da linguagem e da representação. Para profissionais de saúde, compreender esses movimentos não é exercício meramente acadêmico: orienta a forma de acolhimento, o reconhecimento de sinais precoces de sofrimento e a articulação com redes de atenção à infância.

A reserva de vagas gratuitas para estudantes e profissionais negros, indígenas e refugiados, indicada pela SBPSP, merece destaque como mecanismo de ampliação do acesso à formação especializada. Esse tipo de medida contribui para diversificar os quadros profissionais que lidam com crianças e famílias e para inserir perspectivas culturais e étnicas na reflexão clínica — um aspecto relevante quando se pensa em práticas sensíveis às diferenças sociais e em políticas públicas inclusivas.

A opção por formato híbrido e tradução simultânea aponta para uma circulação internacional do debate psicanalítico que se adapta às possibilidades tecnológicas e às demandas de formação continuada. Em um campo em que a troca entre centros teóricos e clínicos permanece vital, eventos como este funcionam como espaços de atualização e de diálogo entre saberes de diferentes tradições, sem esvaziar a reflexão sobre singularidade clínica.

Fonte consultadaSociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP)

A fonte orienta a apuração; o texto é original do CNBRASIL.

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